segunda-feira, 1 de abril de 2019


Karlovi Vary

Em Maio de 2017, viajámos para Praga e instalámo-nos num hotel.
No dia seguinte rumámos para Karlovi Vary.
Esta estância termal checa ficou-me na memória pelo filme "As férias da minha vida" rodado no célebre e luxuoso Grande Hotel Pupp que me deslumbrou pela sumptuosidade dos salões e pela riqueza de vestuário das damas e seus pares. Na altura falei cá para os meus botões: "Ainda a hei-de visitar". E aconteceu!
















Em meados do séc.XIV, o rei checo Carlos IV descobriu estas águas quando caçava.
A água sai a temperatura superior a 73º.
A sua acção benéfica atraiu personalidades importantes 



comoSebastian Bach, o Czar  russo, Pedro o Grande, Karl Marx e estrelas de Wollywood.













Ao passear pelas ruas movimentadas com turistas de várias nacionalidades, ladeadas de belíssimos palácios e jardins com flores exóticas, ficamos deslumbrados.


   






A beleza das cúpulas dos vários palacetes e tudo o  que se vai descortinando à nossa volta, deixam-nos ansiosos por não conseguirmos recolher toda a informação que os nossos olhos captam.   


                      O grupo da Autitv passeando pela cidade 





























                 Janela de um Restaurante do Grand Hotel Pupp







   Esta imagem do filme ficou sempre guardada no       meu subconsciente .      


terça-feira, 19 de março de 2019

PAI

Hoje  festeja-se o Dia do Pai e andei ansiosa durante todo o dia. Agora sei porquê. Analisando o meu comportamento percebi que havia um vazio e uma tristeza que não conseguia ultrapassar. 
Perder o Pai é muito triste e eu não sou diferente de quem já sentiu o mesmo. Está a ser difícil. A saudade é imensa. 
Vêm à memória os últimos anos em que convivi diariamente com ele após a partida de minha mãe.
Mesmo já velhinho era o meu confidente, a minha força, o meu conselheiro,  o meu exemplo e meu apoio.
Eu era a sua menina...a filha...a Nelita. Hoje, tudo é diferente mas quero Acreditar que onde estiver  continua a olhar pela Nelita para que ela não se sinta só.
Pai! Nas flores que te levei hoje, foram todo o meu carinho e a minha gratidão.








 




Viagem a Ceuta







De 13 a 16 de Abril fui viajar até Ceuta, Ronda e Pueblos Blancos com a nossa Universidade Sénior. 
Gosto de viajar de autocarro porque não vou tão ansiosa como no avião e aproveito para espraiar o olhar pela paisagem envolvente.
Não sei se entro nela ou se é ela que vem ao meu encontro, me envolve e  descontrai para esquecer o que me preocupa. Digamos que é um tempo para mim e que me lava e renova a alma.
Passar no barco para Ceuta foi um encanto. Sentir o cheiro da salinidade da água, logo pela manhã, a frescura da brisa no rosto e os cabelos revoltos, deu-me uma sensação de liberdade saudável que não sentia há muitos anos.








O sulco deixado na água, como se de uma estrada de espuma se tratasse, ia aumentando à passagem do barco. As gaivotas em voo rasante, de quando em vez, traziam a presa no bico. 
Para trás, ia ficando a costa de Espanha e Gibraltar desenhava-se junto à linha de água.















Os meus olhos, ávidos do azul do mar, retinham as suas nuances que pareciam sair da paleta de um pintor.
A viagem estava no seu términus. Os cargueiros e barcos de grande tonelagem estavam mais próximos e, com as suas cores bem coloridas,  traziam mais vida à paisagem. 









Sentir-me ali envolvida pela força de uma Natureza palpitante de luz, sons e cores, fez-me recuar nos anos e, ao sentir-me pequenina, senti também a força e o gosto de viver. Sentimentos  e vivências que guardo no meu subconsciente e que em qualquer fase, menos boa, me servirão como se de uma"bolsa de recursos" se tratasse. Bem-haja toda a beleza que captei.

























sábado, 9 de março de 2019

Ser Mulher...

                 
                   8 de Março - Dia Internacional da Mulher
             








    É saber ser feliz ao apreciar pequenos detalhes e ter a capacidade
    de mudar as coisas menos belas.

    É sentir na alma a tristeza do outro e saber sorrir com os  olhos,  
    mesmo quando à sua volta existe raiva.

   É ter o privilégio de poder gerar uma vida e senti-la crescer        
   dentro de si.

   É ser única, simples e complexa.

   É saber reinventar-se. MULHER é superação!






"Ela é uma substância tal, que, por mais que a
estudemos, sempre encontraremos nela, alguma
coisa totalmente nova."


                                                                        TOLSTÓI



  
                       




terça-feira, 5 de março de 2019

Vila Real de Santo António e do outro lado a Espanha...

Vila Real de Santo António, é uma cidade situada no sueste do Algarve .
Ao longo da Avª da República podemos observar a calma das águas
do rio Guadiana e, na outra banda, a cidade espanhola de Ayamonte. 
A travessia do rio para terras de Espanha fez-se, durante largos anos, através dos barcos que levavam passageiros e veículos. Havia controlo alfandegário e formavam-se longas filas debaixo do sol escaldante algarvio para ir a Ayamonte e trazer louças de pirex, artigos eléctricos, brinquedos e caramelos porque a moeda (a peseta) era menos poderosa que o nosso escudo.









Hoje, existe a ponte que atravessa o Guadiana e liga as duas cidades. O controlo deixou de existir e o turismo tornou-se célere entre Portugal e Espanha.

A marina também trouxe uma vivência mais cosmopolita à cidade. 
Na marginal, existem esplanadas que servem as refeições aos turistas portugueses e estrangeiros que, atraídos pelo ambiente cálido das noites de verão, ficam olhando o Guadiana e as luzes que na outra banda ficam reflectidas nas suas águas adormecidas. 


A ponte





Outros passeiam pelos espaços ajardinados ao som de música,  olhando o rio e recebendo a brisa suave e a tranquilidade das férias que cada um vive e sente a seu gosto  de acordo com as suas possibilidades.
O Grande Hotel Guadiana, hoje o Grand House Algarve, recentemente restaurado com a beleza da sua fachada Art Deco , considerado monumento municipal, enriquece a marginal.
Ficamos a aguardar pelos prédios  pintados  com as suas belas sacadas em ferro trabalhado tenham a mesma sorte. Então teremos, na minha modesta visão, uma verdadeira cidade pombalina.











No centro da Praça do Marquês de Pombal existe um obelisco a homenagear o Rei D. José e o Marquês de Pombal. No chão existe uma rede central de pedras negras vindas da Madeira, alternando com as brancas que vieram de Espanha.

Nesta praça encontra-se a bela Igreja de Nossa Senhora da Encarnação.
















                     





















Nesta praça rodeada de laranjeiras e de edifícios brancos de primeiro andar ainda existem mansardas.  
É o local de encontro para uma amena cavaqueira, sentados nas esplanadas dos cafés e também espaço onde as crianças brincam divertidas sob o olhar atento de pais e avós. 
Que saudades tenho desses tempos em que os meus filhos e os primos, de triciclo ou de bicicleta, andavam ao redor do obelisco ou jogavam nas mesas de matraquilhos com os pais e o avô Manuel.


 


Vila Real de Santo António é das cidades mais interessantes em termos arquitectónicos.
Foi destruída pelo terramoto de 1755 e foi reconstruída com os mesmos planos que o Marquês de Pombal usou na Baixa de Lisboa.
Nas áreas centrais da cidade, as casas são baixas, as ruas são perpendiculares e tudo é rectilíneo. 





Na principal rua pedonal, o antigo edifício do mercado é hoje o Centro Cultural António Aleixo que presta homenagem ao poeta da cidade.
É utilizado para exposições temporárias e passagem de filmes.




Foi neste Centro Cultural que eu apresentei uma exposição individual de quarenta quadros pintados a aguarela. Foi em Abril de 2001, com o apoio da Câmara Municipal.  Foi muito visitada e lembro-me que três, dos quadros vendidos, foram comprados por holandeses e belgas que estavam a residir nos iates ancorados na marina.




Câmara Municipal de Vila Real de Santo António já remodelada.






Nos finais do século XIX e no século XX, a cidade viveu prósperamente. O sector das pescas de atum e sardinha tornaram-se num importante centro pesqueiro e conserveiro com boas fábricas que infelizmente estão desactivadas.
Os tempos mudam e a cidade vive hoje, essencialmente, do turismo e do comércio.