quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Uma ida à praia





Naquele domingo em que saímos para Fátima resolvemos  almoçar em São Martinho do Porto.

O dia estava muito quente e depois de uma boa sardinhada veio a prostração que nos levou a mudar o rumo da visita para a  Nazaré. 

 A brisa que vinha do mar restituiu-nos o fôlego e assim caminhámos na marginal pejada de turistas.

Um mundo de recordações desfilou perante o meu olhar...  lá estava eu, menina e moça, sentada na areia da praia a brincar com o meu irmão.  

Veio à  memória a foto que tirámos vestidos de varina e pescador, a seca do peixe ,o barco do Ilídio quando voltava da faina e que nós  tanto gostávamos de ir esperar na praia, as sete saias da Leonor que ela tão primorosamente ajeitava e dos pregões que no final da tarde se ouviam na lota e que alimentavam a curiosidade dos que por ali passavam.

Ai Nazaré daqueles tempos tão afastados mas tão próximos do meu coração!
Subimos ao Sítio e veio mais uma vez a lenda de Fuas Roupinho já contada a alunos e netos.    

Entrámos na belíssima igreja de Nossa Senhora da Nazaré onde ajoelha esta gente  simples numa homenagem de vida de riscos, de sofrimento e lágrimas. 


Sentados na esplanada espraiámos o olhar sobre aquela imensidão de azul salpicada de prata.

A tranquilidade daquele entardecer de domingo com a beleza pujante do cenário  de uma praia de gente e de cor, sob um pôr do sol quase mágico, deixou-me completa.


A viagem a Fátima ficou adiada mas, a menina varina de canastra à cabeça acompanhou-me no regresso a casa.



Maria Manuela 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

O princípio do "Vivências"

Inicio este blog sem grandes pretensões, apenas com o objectivo de partilhar "vivências" , pelo que ouso citar Theodore Roosevelt:

"Faz o que puderes, com o que tiveres, onde estiveres."