Aguarela
A nossa mente prega-nos algumas partidas vindas talvez dos espaços mais recônditos do nosso subconsciente e que nos deixam, por vezes, nostálgicos de saudade do que para trás ficou.
Quando era pequena gostava muito de ler e a minha mãe escondia-me os livros porque, dizia ela, os da escola já chegavam para me cansar o cérebro.
Volvidos tantos anos , a vontade de ler quase desapareceu. São os olhos que choram, a visão fica turva, a cabeça dói e o interesse vai esmorecendo. Que pena!
A leitura levava-me para um espaço que me soltava a imaginação deixando-me leve e feliz.
Nesse mundo onírico em que por momentos vivia, não havia doenças, não havia guerras, não havia maldade nem inveja.
Nesse mundo sonhado, de príncipes e princesas, de castelos e palácios no meio de jardins floridos e relva verdejante, soltava os cabelos ao vento norte e, de chapéu na mão, corria ... corria ...O
mundo era meu.
Nesse mundo sonhado, de príncipes e princesas, de castelos e palácios no meio de jardins floridos e relva verdejante, soltava os cabelos ao vento norte e, de chapéu na mão, corria ... corria ...O
mundo era meu.



