sexta-feira, 15 de junho de 2018

Pintura de Turner




Naquele Maio de 2006 quando entrei na National Gallery em Londres fiquei maravilhada com os quadros pintados por William Turner.
Fiquei fascinada com a luz e a cor que emanavam da sua pintura.
Quando regressei procurei saber mais sobre este artista que foi pintor do período do romantismo.
Turner é considerado um precursor da modernidade da pintura em função dos seus estudos sobre cor e luz.
Nasceu em Londres a 23 de Abril de 1775.
Vivia com a sua família junto a Covent Garden, área da capital que era muito ligada às artes.
Em pequenino gostava de observar as águas agitadas do Tamisa e as suas constantes mudanças de luz.
Turner não recebeu nenhuma educação artística particular.
O seu talento nato e o treino que foi adquirindo foram suficientes para ingressar aos 14 anos no curso livre da Academia Real inglesa.
Tinha um carácter sombrio e fechado e rodeou a sua vida pessoal, os seus trabalhos e métodos de uma áurea de mistério.
Aos 26 anos foi membro vitalício da Academia Real e 5 anos depois tornou-se professor de perspectiva.
Turner, foi um artista bem sucedido que pintou cerca de 550 óleos, 2000 aguarelas e 30000 desenhos mas que se isolava porque não gostava que o vissem pintar, mesmo que fossem outros pintores.
Faleceu com 76 anos e está sepultado na Catedral de S. Paulo.


                           Fogo a bordo  -   Aguarela que pintei depois de 
                                           voltar de Londres,






Viagem a Londres


De 19 a 23 de Maio de 2006, alguns alunos da turma de Inglês do  saudoso professor Dr. Alberto Avelino e outros alunos da Autitv, deslocaram-se a Londres numa visita de estudo.
Alojámo-nos num hotel que ficava numa zona em que existia uma diversidade de opções confortáveis para todas as bolsas, na área da restauração e, próximo de alguns pontos turísticos.



Visitámos a Catedral de S. Paulo, o maior edifício religioso do país com uma cúpula de 111 metros de altura. Na sua cripta estão os túmulos de pintores famosos como Turner e Constable e do cientista Alexandre Fleming inventor da penicilina.


Na visita panorâmica passámos pela Torre de Londres, a Abadia de Westminster e o Parlamento de estilo gótico, a Torre do Relógio onde está o Big Ben com o sino de 14 t de peso.
Parámos junto ao Palácio de Buckingham para assistirmos à cerimónia do render da guarda, uma das mais fotografadas do mundo mas a chuva torrencial que caía não permitiu a saída.



Vimo-la na manhã da partida para Lisboa e trouxe a foto para mostrar aos netos.

 
Passeámos até Covent Garden.
No regresso ao hotel  visitámos o Museu Britânico considerado o mais antigo do mundo.
Tem tesouros únicos, múmias egípcias e painéis em mármore vindos do Parthenon de Atenas.


No dia seguinte partimos para Oxford e depois de uma visita panorâmica a esta cidade universitária, entrámos no Trinity College.








De tarde, visitámos em Stratford-Upon-Avon, a casa onde nasceu e a igreja onde está sepultado o grande poeta inglês William Shakespeare. Foi uma interessante visita!


À noite restaurámos forças e confraternizámos num restaurante que ficava nas traseiras do nosso hotel.

No penúltimo dia da nossa viagem fomos de comboio até Windsor. 


Visitámos os aposentos ricamente mobilados e garantiram-nos que sua Majestade, a Rainha Isabel II, estaria no castelo porque a bandeira estava hasteada.


Entrámos na Capela de St. George de estilo gótico, onde se celebrou no dia 19 de Maio o casamento real de Harry, neto de Sua Majestade a Rainha, com Meghan.
Visitámos e apreciámos a belíssima colecção de bonecas da realeza,
no "Queen Mary´s  Doll´s House" e também a sua galeria.

Depois do almoço e na tarde livre, comprámos bilhetes e passeámos de barco no Tamisa para irmos até Greenwich.





















Entrámos e apreciámos o belíssimo Museu Marítimo e passeámos pelos seus jardins. NoRoyal Naval College destaca-se a galeria de pintura e a capela.
Dirigimo-nos para o célebre Observatório de Greenwich e alguns ainda tiveram a oportunidade de colocar o pé em cada meridiano.
Foi uma subida até ao Observatório muito apressada pelo adiantado da hora e pela euforia de querer observar ao vivo o que para nós era impensável conhecer nesta visita.
Regressámos a Londres e o convívio era total.
No dia seguinte e antes da partida para Lisboa, dividimo-nos em grupos e houve tempo para visitar sem guias: o Museu Madame Tussaud, A Abadia de Westminster, A National Gallery, o Museu de Vitória e Alberto e o Hyde Park. No final, todos se juntaram no hotel à hora marcada e iniciámos a viagem de regresso.
Foi uma viagem de sonho e aventura que nunca mais esqueceremos!





sábado, 2 de junho de 2018

Recordar é viver


Viajar abre-nos horizontes.
É um investimento pessoal que nos traz conhecimento e enriquece-nos a todos os níveis.
As experiências vividas e as emoções sentidas são únicas, são nossas. 
Podemos viajar várias vezes para o mesmo lugar mas as reacções emotivas do belo ou do menos belo serão sempre diferentes. Estarão sempre condicionadas pelo momento.

Há dias, ao olhar umas fotos, recordei uma das primeiras visitas de estudo da AUTITV realizada em Maio de 2005.
"Na rota de Aquilino e Torga" vivemos  momentos culturais e de convívio, numa época em que tudo ainda era novidade,
na recente instituição.







Houve homenagens na Fundação Aquilino Ribeiro e na Junta de Freguesia, a Miguel Torga, através dos cantares da nossa Tuna.
Sob a regência do maestro Manuel Peixoto cantámos, entre outras,  Senhora da Lapa e a Tirana.


Passámos pelas "Terras do Demo", terras selvagens de serras graníticas e abruptas, vimos monumentos megalíticos e visitámos 
o Santuário da Senhora da Lapa.















Continuámos por paisagens de verde salpicadas pela alvura das
      flores dos sabugueiros e chegámos a Ucanha.



Passámos a bela ponte-fortaleza e maravilhámo-nos com a transparência das águas e a quietude do rio Varosa.

Depois do descanso no hotel que mira o rio Corgo, parámos no Santuário de Panóias que se reporta ao século II/III.


 A descida para o Pinhão e depois para a Régua deixou-nos extasiados perante o espectáculo único de vinhas em socalcos, como só o Douro nos oferece e que mais parecem telas bordadas.



A exuberância da fachada principal do Solar de Mateus, os meandros dos seus luxuriantes jardins e o exotismo do arvoredo não deixam indiferente qualquer alma sensível.
Fica sempre a vontade de voltar.












segunda-feira, 14 de maio de 2018

Momentos e vivências em Santarém...


Li em qualquer livro que Santarém foi uma terra de "sonhos" que escritores quiseram desvendar. 
Almeida Garrett nas "Viagens na minha Terra" referencia os valores puros desta terra ribatejana o que revela uma grande afeição por esta cidade.
Santarém foi um ponto importante nas ligações viárias e consequentemente um local estratégico para os povos que por ali passaram.
Os romanos chamaram-lhe Scallabis e os árabes Sant´Arein.
Em 1147 foi conquistada por D. Afonso Henriques.
As excelentes condições para o cultivo da vinha e da plantação da oliveira aliadas aos bons acessos fluviais elevaram-na rapidamente ao estatuto de grande centro urbano.
Das Portas do Sol, desfrutam-se paisagens de uma lezíria que parece não ter fim rasgadas pelo majestoso rio Tejo.
Quantas vezes passei na antiga ponte quando ia visitar os avós que viviam no Pinheiro Grande, concelho da Chamusca.
No Inverno o rio tinha muito caudal e, por vezes, a Ribeira de Santarém ficava inundada e tínhamos que desviar caminho quando era possível.


Santarém tem um património arquitectónico muito rico.
É considerada a capital do gótico.
No dia 20 de Abril, a Autitv deslocou-se a esta cidade numa visita de estudo programada e orientada pelo professor Granada da disciplina de Cultura Geral.



Visitámos a magnífica igreja do Convento de Santa Clara, observámos a Torre das Cabaças que no topo ostenta as cabaças em barro que ampliavam o som dos sinos. 
Perto admirámos a igreja de S. João do Alporão de influências góticas e romanas e onde se situa o Museu Arqueológico com o mesmo nome e que contém peças de arte desde os períodos romano e árabe.
Visitámos a Igreja da Graça em que a sua rosácea é de uma grande beleza. O gótico aqui é marcante. 
                          
                                                 









O professor Granada também nos quis mostrar a Fonte das Figueiras que é do mesmo estilo arquitectónico do nosso Chafariz dos Canos  mas que merecia um tratamento diferente. A zona circundante é rica em vegetação arbórea e poderia ser um local aprazível se estivesse mais cuidado.

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 O nosso Chafariz dos Canos teve melhor sorte!...


                                                                                                
                                                                                   
Na Quinta de Vale de Lobos, Azóia de Baixo (Santarém), visitámos a Casa onde viveu nos últimos 10 anos da sua vida, o escritor, historiador, jornalista e poeta português da era do romantismo, Alexandre Herculano.
Depois do seu casamento com D. Mariana Meira, algo desiludido com a política e a sociedade de então, dedica-se à agricultura, e surge como produtor do famoso "Azeite Herculano".
Ali, no seu porto de abrigo, faleceu sem deixar descendência. Está sepultado no Mosteiro dos Jerónimos.

Gostei especialmente deste local porque nos remete para memórias vividas, espaços que nos falam de sentimentos partilhados, reflexões profundas, investimentos, paz, serenidade, tudo numa tentativa, por vezes frustrada, de se encontrar a essência da vida, ou o que dela se entende como ideal...
Ali tirei uma foto ao professor Granada que por momentos se afastou e, sentado num banco de pedra observava ... e, na sua facies,  deixou transparecer a serenidade interior que o inspirava.
  

 


Recordei o meu pai e o quanto ele não gostaria de ali estar. Também chegou a ser aluno do professor por quem tinha uma grande admiração e com quem partilhava muitas memórias saudosistas do seu Ribatejo e das suas gentes.
Nesta partilha encontrava sempre eco de amizade e saber. Obrigada, professor Granada! 





















Esta viagem no tempo teve também a visita ao Centro de Investigação Professor Doutor Joaquim Veríssimo Serrão na Casa de Portugal e de Camões. 
Fomos bem acolhidos pelo seu dirigente Prof. Doutor Martinho Vicente Rodrigues que nos falou do fundador, da sua sapiência e filantropia.