sábado, 10 de março de 2018

Uma escapadela a dois

Como vem sendo habitual as nossas saídas são programadas de acordo com as vontades do momento.
Estávamos em Fátima e depois das cerimónias resolvemos ir visitar a Quinta da Aveleda.
Conseguimos a visita guiada aos parques com árvores de espécies raras e jardins cuidadosamente tratados. 
Além do património arquitectónico, os cantos e recantos desta bela Quinta, transportam-nos para épocas e vivências cheias de romantismo.















Neste espaço celebraram-se alguns casamentos da família Guedes sob a protecção de Nossa Senhora da Vandoma,  padroeira da cidade do Porto e que se encontra no pequeno nicho.

A Aveleda possui muitos hectares de vinhas, a maioria das quais se situam na Região Demarcada dos Vinhos Verdes.
O vinho engarrafado data de 1870 por Manuel Pedro Guedes que era muito empreendedor e reconhecido como o fundador do negócio.
A Aveleda possui uma capacidade de engarrafamento de 15 a 20 milhões de garrafas por ano. Além dos vários vinhos Aveleda, produz também o conhecido vinho Casal Garcia. 
É líder de mercado na Região dos Vinhos Verdes, reconhecidos nacional e internacionalmente.
No final,  visitámos a Adega Velha e deliciámo-nos com a prova de vinhos e queijos também já preparados na queijaria da Quinta.










                                                                                   


Saímos ao final da manhã, com destino ao Porto,  satisfeitos com a visita e com a simpatia da guia e das pessoas com quem contactámos.












quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia da Mulher

                DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Hoje,  dia 8 de Março,  comemora-se o Dia Internacional da Mulher.
O Papa Francisco assinala o Dia da Mulher com mensagem de gratidão.

"Agradeço a todas as mulheres que, todos os dias, procuram construir uma sociedade mais humana e acolhedora."


                                           Poema
                              O mar dos meus olhos


        Há mulheres que trazem o mar nos olhos
        Não pela cor
        Mas pela vastidão da alma
        E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
        Ficam para além do tempo
        Como se a maré nunca as levasse
        Da praia onde foram felizes

        Há mulheres que trazem o mar nos olhos
        pela grandeza da imensidão da alma
        pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...   
        Há mulheres que são maré em noites de tardes...
        e calma

              Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética
                   
             

            


                                    Aguarela - As minhas marés

   




terça-feira, 6 de março de 2018

Vivências e momentos no Convento do Varatojo.


Muita agitação e problemas para resolver que se nos deparam no nosso quotidiano, de solicitações várias, deixam-nos desprovidos de tempo para nós.
É nesses momentos que necessitamos de parar para reflectir, sob pena de arrastarmos situações que, nos podem levar a tomar resoluções precipitadas. 
Fazer uma ligeira introspecção, se possível, num sítio calmo e liberto de movimento, é para mim o ideal e, depois não ficar muito tempo nesse estádio e partir para a acção.

Naquela manhã de sol assaltou-me o desejo de passar pelo Convento do Varatojo. Tenho boas recordações dos momentos de meditação, do grupo de oração, orientado pelo padre franciscano Simões e alguns  noviços. Esses encontros de oração,  na capela ou numa das salas do convento, traziam-nos paz de espírito e ajudavam-nos a suportar a carga que  carregávamos aos ombros depois de uma semana de trabalho e lutas.
Havia partilha e acompanhamento que naquele lugar tão calmo, à sombra do convento, nos trazia de volta à serenidade. 
Digamos que íamos beber à fonte .













O convento do Varatojo foi edificado no reinado de D. Afonso V, para cumprimento da promessa feita a Santo António, na sequência do seu pedido de auxílio para as campanhas do norte de África.
Foi o próprio monarca que lançou a primeira pedra com a presença dos elementos do clero, nobreza e povo.
No início, o Convento foi entregue à Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos que na actualidade ainda se mantém.
Foi classificado como Monumento Nacional desde 23 de Junho de 1910.


                                                         


A Capela de Nossa Senhora do Sobreiro construída em 1977, encontra-se à entrada do lado esquerdo e já  no átrio. 
É adornada com talha dourada e mármores.



                     
A entrada da Igreja tem um pórtico ogival  e o tecto mudéjar.


                                                      
   

Na Igreja de uma só nave e sem transepto, encontramos as paredes revestidas com azulejos do século XVIII.
A arquitectura apresenta os estilos gótico, maneirista e barroco.
A Capela-mor, rica em talha dourada tem um lambril de azulejos com cenas da vida de Santo António.
O claustro do convento em tipo gótico apresenta dois andares com arcadas ogivais por onde as glicínias trepam floridas, na Primavera.




    


                                                                                        
   
Segundo a tradição, D. Afonso V assomava à janela dos seus aposentos para falar aos pobres e distribuía-lhes esmolas. 








   O convento tem uma grande mata por onde se pode passear para  descansar o olhar e a mente.
 Respirando o ar puro,  sente-se o perfume das árvores e das flores.
  Foi neste Convento que em 1995 foram celebradas as minhas Bodas de Prata pelo Padre Azevedo e, em 2003, realizou-se o Baptizado do meu neto Lourenço. Também na Igreja foi celebrada a Missa de Acção de Graças do 9º Aniversário da AUTITV seguido do almoço piquenique na mata. Contámos com a presença da Vereadora da Cultura Drª Ana Umbelino.




sábado, 3 de março de 2018

Pára...Olha para mim e sorri.

O Carnaval passou e entrámos na Quaresma.
É tempo de parar, tempo para reflectir ...
É tempo de olhar para dentro de nós mesmos e sentir coragem para mudar. 
É tempo para amar o próximo. É tempo para Deus!  
                           
Pára... Olha para mim e sorri
Dá-me um pouco do teu tempo
Ouve-me, tenho tanto para te contar
Sabes?
Já fui como tu
Enérgico, alegre e feliz
Já sonhei. Já amei. Já corri e dancei
Tal e qual como tu ...
Construí o meu lar, tive os meus filhos
Vivi para eles, tirei da minha boca
Para lhes dar.
Esqueci-me de mim
Dei-lhes tudo !!!
O tempo passou, a minha pele enrugou.
Os meus olhos deixaram de ver.
Já não te ouço bem
As minhas pernas vacilam 

Por isso estou aqui...

Às vezes estou só,
Olho para trás e recordo,
Onde estão todos?
Os familiares, os amigos, os filhos
Não me deixem só
Preciso tanto de vocês...
Por isso ... Pára . OLHA PARA MIM!!!


Parede, Lar da Bafureira - CDL

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

.Aguarela



                                                                 Sambando -  Aguarela










terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O Carnaval era assim.


O Carnaval na minha adolescência não era vivido com a intensidade que os jovens de hoje o vivem em Torres Vedras.
Eu morava em Abrantes e aí, como noutras cidades,  não havia espírito carnavalesco.
Quando vim para Torres Vedras fiquei surpreendida com a euforia sentida pelos foliões e recordo-me da agressividade de algumas brincadeiras que me faziam afastar do recinto do corso.
Tínhamos que estar sempre na defesa para não sermos surpreendidos com uma molhadela de água ou de qualquer outro "líquido" vindo de bisnagas muitas vezes improvisadas.
Farinha e papelinhos na boca eram uma constante e cocotes disparados à queima roupa eram mais que muitos. Parecia uma verdadeira batalha naval.
Com o passar dos anos e com a proibição das bisnagas e da farinha, o Carnaval passou a ser menos agressivo.
Hoje temos um Carnaval civilizado que é considerado o mais português de Portugal e onde há espaço para todos se poderem divertir, à sua maneira, sem confrontos.
A sexta-feira foi destinada ao corso escolar e as crianças das escolas desfilam acompanhadas dos seus professores.
Há cerca de 25 anos também participei, com muito agrado, nesses desfiles. O que mais prazer me deu foi aquele em que tive que ampliar 27 personagens das histórias infantis (não havia fotocopiadoras na escola) para desfilarem como livros e darem conteúdo ao projecto que estávamos a desenvolver :"... e chegámos ao livro".











Tema - Música



Tema - Reis e Rainhas



Volvidos alguns anos e porque também fiquei contagiada e sou uma saudosista regressei mas na pele de sénior. E foi com o traje da Tuna que um grupo de corajosos desfilou com as crianças.
Sentimo-nos avós mas também Nós.




E o Carnaval na AUTITV será sempre festejado com muita alegria, música e máscaras improvisadas enquanto o sénior quiser.


















sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O carnaval em Torres Vedras







O carnaval é uma festa popular que teve origem na Antiguidade, talvez na Grécia, por volta do ano 520 a.C. 
As pessoas reuniam-se à volta do deus Dionísio e o vinho era usado em abundância para a celebração da chegada da Primavera e com ela a fertilidade.
É uma festa que antecede o período da Quaresma e dá a possibilidade de extravasar tudo o que depois será proibido. É comemorado no mundo inteiro mas com características próprias em cada país.
É muito conhecido o carnaval do Brasil e de Veneza. Em Portugal , além de outros, festeja-se em Loulé, Ovar, Estarreja, Nazaré, Loures mas o mais português será o de Torres Vedras.
Este ano o dia de Entrudo foi a 13 de Fevereiro e a cidade enfeitou--se para acolher os milhares de foliões que desfilaram com as mais diversas e criativas máscaras de acordo com o tema "Mares e Oceanos."
Os carros alegóricos numa sátira a figuras da política nacional e mundial não deixaram de provocar sorrisos até aos mais sisudos observadores. Ao som da música carnavalesca dançaram as matrafonas, este ano, ao ritmo do novo samba criado pela cantora
torriense Susana Félix.
S. Pedro ajudou e o tempo esteve óptimo. A alegria estava no ar e foi com tristeza que se levou o Carnaval a enterrar. 

Da minha janela tirei algumas fotos para recordar.