O Carnaval na minha adolescência não era vivido com a intensidade que os jovens de hoje o vivem em Torres Vedras.
Eu morava em Abrantes e aí, como noutras cidades, não havia espírito carnavalesco.
Quando vim para Torres Vedras fiquei surpreendida com a euforia sentida pelos foliões e recordo-me da agressividade de algumas brincadeiras que me faziam afastar do recinto do corso.
Tínhamos que estar sempre na defesa para não sermos surpreendidos com uma molhadela de água ou de qualquer outro "líquido" vindo de bisnagas muitas vezes improvisadas.
Farinha e papelinhos na boca eram uma constante e cocotes disparados à queima roupa eram mais que muitos. Parecia uma verdadeira batalha naval.
Com o passar dos anos e com a proibição das bisnagas e da farinha, o Carnaval passou a ser menos agressivo.
Hoje temos um Carnaval civilizado que é considerado o mais português de Portugal e onde há espaço para todos se poderem divertir, à sua maneira, sem confrontos.
A sexta-feira foi destinada ao corso escolar e as crianças das escolas desfilam acompanhadas dos seus professores.
Há cerca de 25 anos também participei, com muito agrado, nesses desfiles. O que mais prazer me deu foi aquele em que tive que ampliar 27 personagens das histórias infantis (não havia fotocopiadoras na escola) para desfilarem como livros e darem conteúdo ao projecto que estávamos a desenvolver :"... e chegámos ao livro".
Tema - Música
Tema - Reis e Rainhas
Volvidos alguns anos e porque também fiquei contagiada e sou uma saudosista regressei mas na pele de sénior. E foi com o traje da Tuna que um grupo de corajosos desfilou com as crianças.
Sentimo-nos avós mas também Nós.
E o Carnaval na AUTITV será sempre festejado com muita alegria, música e máscaras improvisadas enquanto o sénior quiser.

Sem comentários:
Enviar um comentário