Em Março de 2020 sob a ameaça, a nível global, de uma pandemia, fecharam-se escolas, estabelecimentos comerciais, instituições públicas e privadas, fábricas, e a população ficou confinada em suas casas para evitar a propagação catastrófica do vírus.
Foram momentos de dúvidas e receios, partilhados pela incerteza, que levaram as pessoas a respeitarem com expectativa as informações da DGS, dos cientistas, dos médicos e dos políticos que entravam em nossas casas pelas televisões e rádios, na ânsia de
nos darem conhecimentos do que se passava no país e no resto do mundo.
As ruas estavam desertas, havia um silêncio que incomodava e a insegurança do imprevisível era manifestamente perturbador.
Os canais de televisão mostravam estatísticas diárias, debates dos acontecimentos mais recentes e especulava-se sobre a descoberta da tão desejada vacina libertadora que ainda não surgiu.
Voltaram os relatos de situações vividas há cem anos durante o aparecimento da pneumónica e, era aterrador porque a maioria das
famílias a sentiram, na pele, através de um familiar ou amigo.
Era impensável imaginar que uma situação destas pudesse vir a acontecer na actualidade, uma vez que, a medicina, as tecnologias avançadas e as pesquisas constantes nunca o permitiriam.
Surgiram teorias, acusações, fanatismo espiritual e político para justificar o aparecimento tão obscuro, do vírus que se sobrepôs a todas as forças e poderes.
Aí, o Homem parou e com ele todas as actividades a que estava ligado.
Aí, o Homem olhou à sua volta e reconsiderou...
(E ... até quando?)

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