Tarde de Inverno de um dia cinzento com várias transformações climáticas ao longo do dia.
Saio, não saio, estou com um pé dentro e outro fora.
Deixo-me arrastar por esta lassidão que me tolhe a vontade de sair.
Vou ao terraço e observo o mar, o céu, o casario e, as gaivotas que sobrevoam a minha casa, a caminho dos seus abrigos porque a noite já está anunciada.
O ambiente estava impregnado da salinidade do mar.
Aquele cheiro revigorante, entrava-me pelas narinas, como de um aerossol se tratasse.
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O Sol irrompeu por entre as nuvens e iluminou o céu de Santa Cruz, mostrando uma vez mais, toda a beleza de um pôr do sol que nos deslumbra.
Parece que, antes do dia terminar, ele vem alegrar-nos com a sua presença, mostrando-nos a diversidade criativa do seu recolher.
São momentos belos que um fotógrafo ou um pintor não se recusará a registar.
A noite caiu, as luzes iluminaram a aldeia e a praia, o céu na linha do horizonte, pintou-se de vermelho com a saída do Sol e, em silêncio, ficaram as nuvens e o mar.




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