quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Passadiços do Paiva





Percorrer os cerca de 8 Km nos Passadiços do Paiva é algo de maravilhoso, refrescante e quase irreal.
Situados na margem esquerda do rio Paiva, no concelho de Arouca e no distrito de Aveiro, deslumbram qualquer viajante que se queira aventurar naquelas zonas.
Inaugurado em Junho de 2015 já foi sujeito à catástrofe de dois incêndios que destruíram, implacavelmente de uma vez 600 m e, em Agosto de 2016, cerca de 700m.
Felizmente que se vão reconstruindo os trilhos mas muito se vai perdendo nesta luta desigual entre a mãe natureza e a força do mal.
Com a AUTITV, num roteiro fotográfico dirigido pelo professor Lourenço, tive o privilégio de durante o percurso de 4 Km apreciar  a beleza ímpar de uma paisagem que se vai descortinando aos nossos olhos. Senti-me pequena perante a grandeza daquele santuário natural  e, em silêncio, fui recolhendo ao longo da viagem o murmúrio do rio ou os bramidos das águas bravas quando passavam pelas escarpas do terreno alcantilado.
A praia fluvial do Vau espraia-se na areia, deixando ver a pureza das suas  águas para deleite de quem nelas se aventura a mergulhar.
Gostaria de voltar para saborear a leveza daquele ar puro e, mais atenta, escutar os sons de aves que cruzam a  garganta do Paiva.
Os Passadiços do Paiva levam-nos a viajar pelo tempo e dão-nos lições de biologia, geologia e arqueologia em ambiente livre e descomprometido de qualquer sala de aula.
Pela UNESCO é considerado Património Geológico da Humanidade.






























quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Sonho de menina mulher! ( Aguarela )





                                                                   Aguarela 


A nossa mente prega-nos algumas partidas vindas talvez dos espaços mais recônditos do nosso subconsciente  e que nos deixam, por vezes, nostálgicos de saudade do que para trás ficou.
Quando era pequena gostava muito de ler e a minha mãe escondia-me os livros porque, dizia ela, os da escola já chegavam para me cansar o cérebro. 
Volvidos tantos anos , a vontade de ler quase desapareceu. São os olhos que choram, a visão fica turva, a cabeça dói  e o interesse vai esmorecendo. Que pena! 
A leitura levava-me para um espaço  que me soltava a imaginação deixando-me  leve e feliz.
Nesse mundo onírico em que por momentos vivia, não havia doenças, não havia guerras, não havia maldade nem inveja.
Nesse mundo sonhado, de príncipes e princesas, de castelos e palácios no meio de jardins floridos e relva verdejante,  soltava os cabelos ao vento norte e,  de chapéu na mão,  corria ... corria ...O
mundo era meu. 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Filipe entre os golfinhos.

O meu filho Filipe foi sempre muito corajoso e tem  uma força estranha que nos impele e não nos deixa sossobrar perante as tentativas, sempre renovadas, de uma cura que nunca se alcança. A esperança na ciência, o Milagre que se pede em silêncio e não chega, o esforço contínuo de exercícios físicos para tentar manter a marcha tão dificultada. Não é fácil!!!
O meu Filipe é um verdadeiro Lutador. Desde pequeno, com a ajuda e amor dos pais, a ternura do irmão e da família, especialmente dos avós, agarrou com  determinação a sua dificuldade motora, sempre com um sorriso, serenidade e sem revolta.
Nos seus 42 anos de vida venceu barreiras, desilusões inerentes a qualquer jovem mas nunca lhe ouvi alguma revolta contra Deus.
Ajudei-o nos estudos, é um bom funcionário, trabalhador, amigo e sempre pronto a ajudar quem precisa e considera-se feliz.
A natação era o desporto que ele mais gostava mas na selecção para os paralímpicos ficava sempre de fora porque a deficiência como não era específica não lhe permitia alcançar os requisitos impostos.

O chefe de secção e colegas da Empresa convidaram-no para visitar Cuba. Foi para ele uma alegria imensa. Aqui ficam algumas imagens da sua experiência com os golfinhos e da empatia entre seres tão diferentes mas ligados pela pureza simples do amor.
Bem hajam os maravilhosos amigos que o lançaram nesta aventura que ele nunca esquecerá. 

















Tão ternurentos que são os golfinhos! O Filipe contou-nos que se sentiu muito calmo e leve.



segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Os meus presépios



Este ano, por vários motivos, não sentia muita disposição para  decorar a casa pelo Natal.

Numa manhã , entrei numa loja de artigos vários e, este Menino Jesus sorriu para mim. Agarrei-o no meu colo e senti toda a ternura do seu olhar. Era o melhor presente de Natal e guardei-o com amor. 
Ao chegar a casa, a minha disposição era outra.
Enrolei-o numa capinha de organza e em cima do meu véu antigo de menina, coloquei-o em cima de uma mesa rodeado de pequenos anjos.
A alegria do seu rosto irradia tanta beleza e serenidade!...
Voltei à loja e comprei vários que distribuí pelas pessoas que entendi dele precisarem e senti que fiz a escolha certa. 




Tenho também o "Jesus Negrinho" que carinhosamente me foi oferecido pelo meu neto Diogo  e que eu adoro pela forma ternurenta como coloca as mãos para fazer "ó...ó".



    

Gosto muito das minhas "lapinhas" mas o sorriso do meu Menino Jesus, comprado na lojinha do chinês, cativou-me.



domingo, 6 de janeiro de 2019

Ao meu velhinho...Pai.





Quando a Mãe partiu tudo ficou mais triste . Nada ficou igual...
O ambiente à nossa volta ficou pesado...mas havia o Pai para cuidar. Ou era ele que cuidava de nós?!!. Sempre teve uma personalidade forte e era muito protector.
No início senti-o vacilar.
Ficámos os três.  Cada um procurava, à sua maneira, a melhor forma de colaborar  para o incentivar a viver.






As aulas na AUTITV - Universidade Sénior, o convívio com alunos e professores, as tertúlias nos cafés com os amigos, as refeições em família , os passeios e a alegria dos bisnetos, acrescentaram-lhe   anos à sua já longa vida.
















Os anos passam e não perdoam. Vão deixando marcas no corpo e na alma dos que partem e dos que ficam. Resta-nos  o conforto do dever cumprido  e a recordação dos momentos de amor que soubémos e pudémos dar.












E é assim que eu o quero lembrar !











sexta-feira, 15 de junho de 2018

Pintura de Turner




Naquele Maio de 2006 quando entrei na National Gallery em Londres fiquei maravilhada com os quadros pintados por William Turner.
Fiquei fascinada com a luz e a cor que emanavam da sua pintura.
Quando regressei procurei saber mais sobre este artista que foi pintor do período do romantismo.
Turner é considerado um precursor da modernidade da pintura em função dos seus estudos sobre cor e luz.
Nasceu em Londres a 23 de Abril de 1775.
Vivia com a sua família junto a Covent Garden, área da capital que era muito ligada às artes.
Em pequenino gostava de observar as águas agitadas do Tamisa e as suas constantes mudanças de luz.
Turner não recebeu nenhuma educação artística particular.
O seu talento nato e o treino que foi adquirindo foram suficientes para ingressar aos 14 anos no curso livre da Academia Real inglesa.
Tinha um carácter sombrio e fechado e rodeou a sua vida pessoal, os seus trabalhos e métodos de uma áurea de mistério.
Aos 26 anos foi membro vitalício da Academia Real e 5 anos depois tornou-se professor de perspectiva.
Turner, foi um artista bem sucedido que pintou cerca de 550 óleos, 2000 aguarelas e 30000 desenhos mas que se isolava porque não gostava que o vissem pintar, mesmo que fossem outros pintores.
Faleceu com 76 anos e está sepultado na Catedral de S. Paulo.


                           Fogo a bordo  -   Aguarela que pintei depois de 
                                           voltar de Londres,






Viagem a Londres


De 19 a 23 de Maio de 2006, alguns alunos da turma de Inglês do  saudoso professor Dr. Alberto Avelino e outros alunos da Autitv, deslocaram-se a Londres numa visita de estudo.
Alojámo-nos num hotel que ficava numa zona em que existia uma diversidade de opções confortáveis para todas as bolsas, na área da restauração e, próximo de alguns pontos turísticos.



Visitámos a Catedral de S. Paulo, o maior edifício religioso do país com uma cúpula de 111 metros de altura. Na sua cripta estão os túmulos de pintores famosos como Turner e Constable e do cientista Alexandre Fleming inventor da penicilina.


Na visita panorâmica passámos pela Torre de Londres, a Abadia de Westminster e o Parlamento de estilo gótico, a Torre do Relógio onde está o Big Ben com o sino de 14 t de peso.
Parámos junto ao Palácio de Buckingham para assistirmos à cerimónia do render da guarda, uma das mais fotografadas do mundo mas a chuva torrencial que caía não permitiu a saída.



Vimo-la na manhã da partida para Lisboa e trouxe a foto para mostrar aos netos.

 
Passeámos até Covent Garden.
No regresso ao hotel  visitámos o Museu Britânico considerado o mais antigo do mundo.
Tem tesouros únicos, múmias egípcias e painéis em mármore vindos do Parthenon de Atenas.


No dia seguinte partimos para Oxford e depois de uma visita panorâmica a esta cidade universitária, entrámos no Trinity College.








De tarde, visitámos em Stratford-Upon-Avon, a casa onde nasceu e a igreja onde está sepultado o grande poeta inglês William Shakespeare. Foi uma interessante visita!


À noite restaurámos forças e confraternizámos num restaurante que ficava nas traseiras do nosso hotel.

No penúltimo dia da nossa viagem fomos de comboio até Windsor. 


Visitámos os aposentos ricamente mobilados e garantiram-nos que sua Majestade, a Rainha Isabel II, estaria no castelo porque a bandeira estava hasteada.


Entrámos na Capela de St. George de estilo gótico, onde se celebrou no dia 19 de Maio o casamento real de Harry, neto de Sua Majestade a Rainha, com Meghan.
Visitámos e apreciámos a belíssima colecção de bonecas da realeza,
no "Queen Mary´s  Doll´s House" e também a sua galeria.

Depois do almoço e na tarde livre, comprámos bilhetes e passeámos de barco no Tamisa para irmos até Greenwich.





















Entrámos e apreciámos o belíssimo Museu Marítimo e passeámos pelos seus jardins. NoRoyal Naval College destaca-se a galeria de pintura e a capela.
Dirigimo-nos para o célebre Observatório de Greenwich e alguns ainda tiveram a oportunidade de colocar o pé em cada meridiano.
Foi uma subida até ao Observatório muito apressada pelo adiantado da hora e pela euforia de querer observar ao vivo o que para nós era impensável conhecer nesta visita.
Regressámos a Londres e o convívio era total.
No dia seguinte e antes da partida para Lisboa, dividimo-nos em grupos e houve tempo para visitar sem guias: o Museu Madame Tussaud, A Abadia de Westminster, A National Gallery, o Museu de Vitória e Alberto e o Hyde Park. No final, todos se juntaram no hotel à hora marcada e iniciámos a viagem de regresso.
Foi uma viagem de sonho e aventura que nunca mais esqueceremos!