domingo, 22 de setembro de 2019

Naquela tarde quente de Agosto ...


Naquela tarde quente de Agosto fui agradavelmente surpreendida pelo telefonema da minha neta que numa voz tão maviosa me propôs fazermos um programa.
Fiquei rendida e não resisti em fazer-lhe companhia até ao  Oceanário.






A tarde em Lisboa estava escaldante e para termos mais comodidade, o meu neto sugeriu que fossemos no uber que demorou apenas 2 minutos a chegar,  após a chamada. 
O carro era óptimo, o condutor muito educado e o custo acessível. 




Começámos por visitar o grande aquário onde se encontram várias espécies marinhas. Claro que os tubarões chamam logo a atenção dos visitantes com a sua boca aberta, mostrando os dentes bem afiados, sempre em busca da presa. 
As raias parecem planadores fazendo acrobacias e os cardumes sempre em grandes grupos vão passando repetidas vezes alheios ou atentos a tudo que gira à sua volta?!.






A maior surpresa foi o peixe-lua que se destaca das outras espécies pela forma do seu robusto corpo.
É o maior peixe ósseo do mundo. Pode atingir 3,5 metros de altura e pesar 2 toneladas. 
Com o seu aspecto grotesco parece ter vindo de outro planeta.





A colónia  de pinguins atrai a atenção da pequenada e na hora da refeição é interessante o seu comportamento quando o tratador lhe dá os pequenos peixes a comer. O bater das pequenas asas revela o seu contentamento ... ou a impaciência.  






As lontras despertaram a curiosidade da Maria Ana. Estão sempre a mergulhar e a mexer no seu forte pelo e assim,  activam umas bolhinhas  de ar que lhes permite resistir ao frio.
É o animal com mais pelo. Têm cerca de 155000 pelos por cada cm2 do seu corpo.




As solhas e os linguados gostam de se esconder sob as finas areias.
Passam despercebidos e assim vão apanhando as incautas presas.



















O choco ao passar por entre as algas mostra-nos os grandes olhos.
Parece que desaprova a invasão da sua privacidade, segundo afirma
a minha neta com um sorriso maroto.






O dragão-do-mar é um peixe invulgar que vive nas águas da Austrália. Tem uns apêndices no corpo que é ósseo e gosta de se camuflar entre as algas e outras plantas marinhas para poder apanhar as suas presas. 










Outras espécies exóticas surgiram que nos deixaram estupefactos

com a sua beleza e luminosidade, no caso das medusas azuis de pintas. 
Vivem ao sabor das correntes e nos seus oito pequenos braços têm a boca que são pequenos arpões para sugar o alimento.







Chegámos ao fim da visita e ainda passámos pela exposição que estava patente sobre a flora e os rios.  Sentir a frescura e a tranquilidade que nos trazem deixou-me mais leve e com outra força anímica.
Fomos lanchar e voltámos no uber tecendo algumas considerações sobre o que tínhamos observado e aprendido.
O Oceanário tem cerca de 500 espécies a viver em 7 milhões de litros de água salgada.
É o melhor da Europa e a sua componente educativa ensina e sensibiliza crianças e adultos para a preservação das espécies e dos recursos marinhos.
Só temos uma Terra e temos que a estimar e amar!
Obrigada, meus queridos netos, pelo convite e pela vossa companhia.


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