quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

De Avila a Segovia

Em Abril de 2017 fui numa viagem, da disciplina de Espanhol, a terras de Castilla e Leon. 
A paragem em Alba de Tormes deixou-me deslumbrada pela visita que realizámos ao Mosteiro de Nossa Senhora da Anunciação das Irmãs  Carmelitas Descalças, fundado em 1571, por  Santa Teresa de Jesus, Doutora da Igreja.

  




















Santa Teresa de Ávila ali está sepultada e as suas relíquias também ali se encontram. 
O museu do mosteiro tem um acervo riquíssimo em cálices e custódias de prata dourada , paramentos bordados a seda e fios de ouro e prata, além de quadros com pinturas religiosas de grandes pintores. Fiquei maravilhada!   Não imaginava encontrar  tanta preciosidade e beleza guardadas no interior da austeridade de um mosteiro.













Muralhas de Ávila




A Catedral de Ávila é considerada a 1ª catedral gótica de Espanha 
e tem influências francesas do gótico da Basílica de Saint- Denis.
Os vitrais conferem-lhe uma luz que vem realçar a mistura das  cores das pedras de granito, com as outras pedras em tons de salmão e ocre, cujo nome desconheço e que provavelmente serão da região de Castela.










Já na província de Segóvia partimos em busca da Granja de Santo
Ildefonso, com o seu belo Palácio Real, nas proximidades da serra de Guadarrama.









Foi mandado construir por Filipe V, de Espanha inspirado no fausto do Palácio de Versailles. Hoje é uma das residências da Família Real.





As salas são lindíssimas e nenhuma é igual. Os tectos e lustres são todos diferentes.
Há adornos nas paredes desenhados com matérias-primas de beleza estonteante. Apenas visitámos o 1º piso sempre atravessando salas  com altas janelas viradas para o sol, deixando ver toda a beleza circundante.
Era o palácio de verão, e o rei, quando ia para as caçadas fazia questão de passar por aquele longo corredor de pisos belos e únicos com a comitiva real e os convidados.










Os jardins que rodeiam o palácio foram desenhados por René Carlier que usou a encosta natural que desce as montanhas até aos campos do palácio para que as águas jorrassem com a pressão suficiente para alimentar as 26 fontes que decoram o parque. 







As fontes representam divindades gregas e os trabalhos de águas e as canalizações ainda são as originais, embora nem todas as fontes trabalhem ao mesmo tempo. 
Na totalidade abrem duas vezes no ano.
É um espectáculo maravilhoso e as pessoas que se colocam ao redor têm que se afastar rapidamente para não ficarem molhadas.
A água jorra com direcções e tempos inesperados. Sobe a adrenalina entre os presentes e soltam-se gritos e exclamações de alegria e surpresa. 

























Já um pouco cansados, chegámos ao hotel Real Segóvia, no centro da cidade, muito próximo da Catedral.










No dia seguinte visitámos Segóvia.

O Aqueduto, de origem romana é um dos monumentos mais antigos e preservados da Península Ibérica. É o ex-libris da cidade.
Terminámos o nosso périplo por Segóvia com a visita ao Alcazar.
O meu agradecimento, à professora Fátima Tomás, por nos ter proporcionado mais uma oportunidade para enriquecermos os nossos conhecimentos.




















3 comentários:

  1. Belo passeio de de estudo, aqui recordado. Recordar é viver. Valeu a pena o esforço, por exemplo, na captação de imagens dos repuxos, de vários ângulos. Também gostei da visita a Ávila...

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