terça-feira, 3 de abril de 2018

Óbidos na Páscoa.









                                Muralhas do castelo de Óbidos






Óbidos, típica vila portuguesa do distrito de Leiria, foi conquistada aos Mouros por D.Afonso Henriques, em 1148 e recebeu a primeira Carta de Foral em 1195,  no reinado  de D.  Sancho I.

Fez também parte do dote de inúmeras rainhas. O rei D. Dinis ofereceu-a a sua esposa , a rainha D. Isabel.
Em 2007, o castelo de Óbidos, no Concurso das Sete Maravilhas de Portugal foi declarado o 2º dos sete monumentos mais relevantes  do património arquitectónico português.
Em 2015, a Unesco declarou-a cidade Literária fazendo parte do programa da Rede de cidades criativas.
Óbidos pelo Natal transforma-se e reveste-se da magia da quadra que encanta a criançada e até os mais velhos se deixam embalar no sonho.
Também na Festa Medieval regressa às origens, experienciando as vivências próprias da época.
No Festival do Chocolate, com os eventos criativos, em que o chocolate é rei, despertam o interesse das crianças
Nas noites quentes de Verão poder-se-ão assistir às Temporadas de Música clássica Barroca, de Cravo e até ao Festival de Ópera. 




Pela Páscoa há uma programação muito direccionada para as celebrações religiosas e abrem-se aos visitantes, as portas das igrejas e os Passos  da Via Sacra cheios de simbolismo.





31 de Março, dia em que festejaríamos os 91 anos de minha mãe, se ela estivesse entre nós, resolvi ir até Óbidos.



Passei pelo Pórtico e fui logo invadida pela música do acordeão que anunciava festa e júbilo sem agredir a sensibilidade dos sentidos.






Embrenhei-me entre a muldidão de estrangeiros, sobretudo espanhóis que gostam de passar a Semana Santa no nosso país e caminhei pelas ruas estreitas desta típica vila, num dia de sol e  de temperatura amena .
Senti-me bem. Invadiu-me a paz de espírito que  precisava sentir e a necessidade da ausência de tudo, ficando, apenas e só, comigo.  



         














           


Entrei na Igreja de S. Pedro e na Igreja Matriz de Santa Maria e apreciei o maravilhoso retábulo do altar-mor.  
Nas capelas laterais estavam obras de Josefa de Óbidos, pintora de referência  do século XVII.



    



Continuei caminhando pelo labirinto de ruas com janelas floridas e  pequenas lojas com artesanato exposto e onde os turistas entravam para comprar alguma recordação, ou provar a típica ginjinha de Óbidos, em copo de chocolate.

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Estava na hora do regresso a casa mas a minha disposição era plena.








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