Aguarela
De Junho a Outubro alguns distritos de Portugal foram fustigados pela catástrofe dos incêndios.
Houve perdas de vida, cerca de 110 pessoas, algumas delas eram crianças que dolorosamente foram arrebatadas pelas chamas.
Foi um flagelo que não deixou ninguém indiferente. Casas destruídas, campos desertos, vidas abruptamente roubadas.
A instabilidade atmosférica com ventos fortes, trovoadas, e a passagem do furacão Ophélia que trouxe mais ventos, deixaram o território vulnerável mas houve outras razões que não deviam existir. A prevenção residual de limpeza das florestas e de outras estruturas, tão levianamente descuradas, deixaram campo aberto para a desolação criada pelos cerca de 500 mil hectares de área ardida.
Quantos sonhos de uma vida queimados num abrir e fechar de olhos e a que Portugal assistiu impotente e revoltado.
No ar ficou o inferno do calor, das cinzas e do fumo. Nos rostos, a tristeza do vazio e da revolta.
Sem comentários:
Enviar um comentário