quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Ludwig van Beethoven


                                                                   

                                                                   
         



Ludwig van Beethoven é considerado um dos pilares da música clássica ocidental. Compositor e pianista criou obras maravilhosas que foram reproduzidas por orquestras de todo o mundo.
Nasceu em Dezembro de 1770 na Alemanha e faleceu a 26 de Março de 1827, em Viena de Áustria.
Atacado por uma surdez que os médicos não conseguiam tratar começou a isolar-se, entrou em depressões constantes e o seu carácter passou a ser de uma pessoa irascível e nada sociável. 
Mudou-se a conselho do médico para Heiligenstadt e, em 1802, desgostoso pela surdez que o impedia de ouvir os sons dos instrumentos e até os da natureza, resolveu pôr termo à vida tentando o suicídio.
Escreveu uma " carta testamento" aos dois irmãos explicando o motivo que o levava a tão angustiante decisão.
Esta carta foi encontrada numa gaveta da sua secretária já depois da sua morte.
Mas a arte foi mais forte e, o desejo de testemunhar ao mundo o que sentia, levou-o a compor com mais ardor.
Depois do testamento de Heiligenstadt, escrito em 6 de Outubro de 1802, escreveu já quase sem ouvir nada as melhores obras, entre elas a Sinfonia nº 3, "Eroica", considerada a sua primeira obra monumental.
Compôs concertos para piano e violino; sonatas para piano, violino e violoncelo, a famosa Missa Solene e também a Ópera Fidelio.
Das várias sinfonias, a "Nona" foi a que mais o consagrou. 
Beethoven foi sempre condicionado pelo equilíbrio, pelo amor à Natureza e ideais humanitários. Foi considerado um poeta músico.
A Autitv no dia 30 de Janeiro, teve oportunidade de apreciar o maravilhoso Concerto da Orquestra Gulbenkian, dedicado a Ludwig van Beethoven.
O programa iniciou com a Abertura Leonore III, em movimento Adágio - Allegro, composta em 1806.
A Sinfonia nº 8, em Fá maior, op.93, e o Concerto para Piano e Orquestra nº5, em Mi bemol maior, op.73, popularmente conhecido por Concerto do Imperador que foi escrito entre 1809 e 1811 em Viena e dedicado ao Arquiduque Rudolf seu patrono.
 A Orquestra da Gulbenkian foi magistralmente dirigida pelo Maestro Jaime Martin que ocupa o lugar de Director Musical da Orquestra de Câmara de Los Angeles.
O pianista russo, Alexei Volodin foi entusiasticamente aplaudido pela sua belíssima interpretação no Concerto para Piano nº5. 
Foi uma noite em que a cultura musical a todos envolveu, deixando-nos de espírito mais leve. 
Ao Dr. José Travanca os nossos agradecimentos pela sua prestimosa colaboração.    


                     





segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Poema




Aguarela






      O mar dos meus olhos


Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma 


E trazem a poeira nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes


Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes...
e calma


             Sophia de Mello Breyner Andresen, in  Obra Poética









sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Tapetes de Portalegre








Não quis deixar Portalegre sem visitar o Museu das Tapeçarias que tem novas  instalações . O Museu está instalado no Palácio Castelo Branco, edifício barroco, situado no centro histórico de Portalegre e perto da Porta da Devesa.
As instalações são maravilhosas. A junção da pedra e do vidro, as madeiras em tom mel e as salas de paredes brancas, com a iluminação bem direccionada, deixam realçar toda a beleza e a grandiosidade das peças expostas.
Comecei a visita no piso térreo, onde é apresentada a história e a técnica da execução destas peças de verdadeira arte. 



































Tapeçarias  expostas








 Escolha de cores para os trabalhos desenhados de Maria  Keil








    





Apresentação  do desenho, escolha de cores, trabalho no tear e...







uma mostra da combinação de cores e da técnica da urdidura dos fios que resulta num trabalho de arte, criada pelo  pintor e revelada pelo artesão. 














































No 1º piso estão apresentadas obras de tapeçarias desde finais dos anos 40 até à actualidade.
As tapeçarias de Portalegre, distinguem-se pela originalidade da técnica e por trabalharem com obras de artistas que assinam as peças como obras suas.
Há obras de Almada Negreiros, Júlio Pomar,Vieira da Silva, Eduardo Nery, Jean Luçart, entre outros.
Fiquei maravilhada por ver estas grandiosas tapeçarias que respeitam o traçado e a mancha da pincelada do pintor, numa ligação conjunta de amor à arte.
Um dia voltarei, se Deus quiser, para apreciar com mais tempo e me deslumbrar com a criatividade e perfeição destes artistas.






Revisitar Portalegre


Revisitar Portalegre



Portalegre, cidade do Alto Alentejo é a capital do distrito de Portalegre.
O nome vem de porto ( local de passagem, porto de abrigo) e alegre, pela paisagem rica em vegetação e frondosas matas que lhe conferem  a alegria pela proximidade da serra de S. Mamede.
Foi nesta cidade que tirei o Magistério Primário e dali saí com uma classificação de 17 valores  que me abriu portas para a grata missão de crianças ensinar.
O dia amanheceu chuvoso mas não me impediu de revisitar alguns pontos da cidade.
Dirigi-me para o edifício onde estudei e que hoje é o Instituto Politécnico de Portalegre.




Entrei na Sé Catedral e veio à memória a cerimónia da benção das pastas e o quanto estava emocionada.          





Nesta zona alta da cidade fica também o Museu, o Paço Episcopal, algumas casas brasonadas.
A casa onde estava hospedada ficava perto do Largo da Sé. 





   





















                   Museu à direita e ao fundo o Paço Episcopal.












Convento de S. Bernardo onde está instalado o comando da G.N.R.








                                         Capela do Calvário





           Torres do Castelo. Perto temos o Museu da Cortiça .










                No Rossio encontramos o gigantesco plátano com 38 m de diâmetro e 11m de perímetro. É classificada como árvore de interesse público e é a árvore mais antiga com esta classificação.



Hotel José Régio e  Hotel Rossio que no meu tempo não existiam. O Hotel D. João III está desactivado.




Porta da Devesa faz parte das muralhas e dá acesso à Rua do Comércio. 








Palácio dos Condes de Castelo Branco onde se enconta o Museu de Tapeçaria de Portalegre.





Câmara Municipal de Portalegre instalada no antigo Colégio de São Sebastião.




Pórtico de entrada do antigo Colégio Jesuíta de São Sebastião- 




                                  Estátua de D. João III


Muito ficou por visitar mas a chuva e o vento impediram-me de continuar.
Fiquei um pouco entristecida ao ver a longa Rua do Comércio com casas degradadas e muitas lojas fechadas. Outrora, era uma rua movimentada e, as suas lojas apresentavam o que de melhor e de novidade havia para comprar.
Estudantes encontram-se muitos porque existe oferta e, à noite, há um certo movimento nos restaurantes e bares frequentados pelos 
jovens estudantes, o  que no meu tempo não existia.
Portalegre pareceu-me uma cidade que procura renovar-se.