sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Tapetes de Portalegre








Não quis deixar Portalegre sem visitar o Museu das Tapeçarias que tem novas  instalações . O Museu está instalado no Palácio Castelo Branco, edifício barroco, situado no centro histórico de Portalegre e perto da Porta da Devesa.
As instalações são maravilhosas. A junção da pedra e do vidro, as madeiras em tom mel e as salas de paredes brancas, com a iluminação bem direccionada, deixam realçar toda a beleza e a grandiosidade das peças expostas.
Comecei a visita no piso térreo, onde é apresentada a história e a técnica da execução destas peças de verdadeira arte. 



































Tapeçarias  expostas








 Escolha de cores para os trabalhos desenhados de Maria  Keil








    





Apresentação  do desenho, escolha de cores, trabalho no tear e...







uma mostra da combinação de cores e da técnica da urdidura dos fios que resulta num trabalho de arte, criada pelo  pintor e revelada pelo artesão. 














































No 1º piso estão apresentadas obras de tapeçarias desde finais dos anos 40 até à actualidade.
As tapeçarias de Portalegre, distinguem-se pela originalidade da técnica e por trabalharem com obras de artistas que assinam as peças como obras suas.
Há obras de Almada Negreiros, Júlio Pomar,Vieira da Silva, Eduardo Nery, Jean Luçart, entre outros.
Fiquei maravilhada por ver estas grandiosas tapeçarias que respeitam o traçado e a mancha da pincelada do pintor, numa ligação conjunta de amor à arte.
Um dia voltarei, se Deus quiser, para apreciar com mais tempo e me deslumbrar com a criatividade e perfeição destes artistas.






Revisitar Portalegre


Revisitar Portalegre



Portalegre, cidade do Alto Alentejo é a capital do distrito de Portalegre.
O nome vem de porto ( local de passagem, porto de abrigo) e alegre, pela paisagem rica em vegetação e frondosas matas que lhe conferem  a alegria pela proximidade da serra de S. Mamede.
Foi nesta cidade que tirei o Magistério Primário e dali saí com uma classificação de 17 valores  que me abriu portas para a grata missão de crianças ensinar.
O dia amanheceu chuvoso mas não me impediu de revisitar alguns pontos da cidade.
Dirigi-me para o edifício onde estudei e que hoje é o Instituto Politécnico de Portalegre.




Entrei na Sé Catedral e veio à memória a cerimónia da benção das pastas e o quanto estava emocionada.          





Nesta zona alta da cidade fica também o Museu, o Paço Episcopal, algumas casas brasonadas.
A casa onde estava hospedada ficava perto do Largo da Sé. 





   





















                   Museu à direita e ao fundo o Paço Episcopal.












Convento de S. Bernardo onde está instalado o comando da G.N.R.








                                         Capela do Calvário





           Torres do Castelo. Perto temos o Museu da Cortiça .










                No Rossio encontramos o gigantesco plátano com 38 m de diâmetro e 11m de perímetro. É classificada como árvore de interesse público e é a árvore mais antiga com esta classificação.



Hotel José Régio e  Hotel Rossio que no meu tempo não existiam. O Hotel D. João III está desactivado.




Porta da Devesa faz parte das muralhas e dá acesso à Rua do Comércio. 








Palácio dos Condes de Castelo Branco onde se enconta o Museu de Tapeçaria de Portalegre.





Câmara Municipal de Portalegre instalada no antigo Colégio de São Sebastião.




Pórtico de entrada do antigo Colégio Jesuíta de São Sebastião- 




                                  Estátua de D. João III


Muito ficou por visitar mas a chuva e o vento impediram-me de continuar.
Fiquei um pouco entristecida ao ver a longa Rua do Comércio com casas degradadas e muitas lojas fechadas. Outrora, era uma rua movimentada e, as suas lojas apresentavam o que de melhor e de novidade havia para comprar.
Estudantes encontram-se muitos porque existe oferta e, à noite, há um certo movimento nos restaurantes e bares frequentados pelos 
jovens estudantes, o  que no meu tempo não existia.
Portalegre pareceu-me uma cidade que procura renovar-se.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

De Belver ao Alamal.


Quando deixámos Fátima caía uma chuva miudinha que nos fez hesitar quanto ao rumo da nossa pequena viagem. 
-E se fossemos a Abrantes? Estará tudo como dantes?
-E que tal almoçar em Tancos a típica comida ribatejana?  
-Vamos nessa.
E ali almoçámos, junto à janela virada para as águas calmas do Tejo e tendo como cenário a povoação do Arripiado onde se destaca a igreja de Santa Apolónia.
Recuei no tempo e ali estava eu, com a família, a caminho da casa dos meus avós.


  
Passámos por Abrantes mas decidimos ir até Belver e caminhar no passadiço do Alamal que desconhecíamos.
A tarde estava muito agradável e com sol, o que nos convidava a passear.









Passámos a ponte e caminhámos no passadiço à beira do Tejo até à praia fluvial do Alamal. 




A outra margem surgia espelhada nas calmas águas do Tejo, com o castelo, o casario e as nuvens dispersas no céu azul.


















Terminámos a visita no Museu do Sabão. 
O fabrico do sabão é muito remoto e a sua produção remonta ao tempo da ocupação romana e árabe.
No reinado de D. Fernando surgem as primeiras saboarias portuguesas.
O monopólio régio do sabão durou quase cinco séculos, originando várias revoltas entre o povo que não aceitava a proibição do fabrico caseiro.
A lei impunha sanções severas que podiam ir até à prisão para quem fabricasse, importasse ou vendesse sabão ilegalmente.
Em 1858 foi extinto o monopólio régio do sabão e a partir desta data proliferaram as indústrias saboeiras.
Em Belver foi assegurada, até à primeira metade do século passado, a produção de sabão mole por várias gerações de famílias.
O sabão era feito numa talha onde se deitavam duas partes de cinza de sobro e uma parte de cal preta. Passados oito dias, juntava-se água e ficava a fermentar.
Adicionavam-se depois borras de azeite e potassa e ia a ferver até à ebulição. Era coado e surgia assim o sabão mole.
Gostei do pequeno museu e de toda a informação documentada até à actualidade.
Ali resolvemos seguir para Portalegre, cidade do Alto Alentejo, onde tirei o Magistério Primário.